Antifragilidade e sua importância no mercado financeiro

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Ao se deparar com uma embalagem com o rótulo “frágil”, imagina-se que algo quebrável está sendo transportado, por isso é preciso cuidado ao manusear. E se houvessem produtos que, mesmo sofrendo descasos, ainda sim seriam muito atraentes?

Essa proposta foi assunto do livro de Nassim Nicholas Taleb, “Antifragilidade”, que ganhou força no mercado financeiro devido suas afirmações. Taleb indica que, mesmo que a mala de viagens seja extremamente resistente, o dono não deseja que ela seja manuseada de qualquer forma, para não sofrer danos.

Para Nassim, no mundo físico, não existem objetos “antifrágeis”. Entretanto, no setor financeiro, diversos ativos possuem a característica de “antifragilidade”. Vamos entender um pouco mais sobre a “antifragilidade” no mercado financeiro.

O conceito de antifragilidade no mundo financeiro

O conceito de antifragilidade vem acompanhando as pessoas há alguns anos, mas se fortaleceu após a propagação do livro “Antifragilidade”, do filósofo Nassim Nicholas Taleb.

Para ele, ser antifrágil é se beneficiar do caos, ou seja, enxergar oportunidades em momentos de crise e de cenários caóticos. É fortalecer-se a partir desses eventos, e não se deixar levar pela fragilidade, ficando vulnerável.

E assim como em nosso cotidiano, a antifragilidade também está presente no mercado financeiro. São ativos que possuem essa característica de antifragilidade, como o Bitcoin.

O blockchain e as criptomoedas são resultados de uma revolução maior do que o próprio dinheiro, criando tipos de ativos, descentralizados e que permitem diferentes oportunidades de negócios.

A cada crise que o mercado das criptomoedas enfrenta, mais fortes ficam esses ativos e mais preparados para os futuros problemas.

 

 

Outro ativo que caminha nessa direção é o contrato por opção, um dos investimentos de Taleb. Neste caso, o investidor compra o direito de vender ações de uma determinada empresa num prazo futuro por valor preestabelecido.

Como gerar lucro? Se a cotação das ações da empresa caírem, o contrato de opção de venda sobe, favorecendo o investidor. É a partir das oscilações de preços dos ativos que os contratos são valorizados.

Para Nassim, as oscilações nos preços dos ativos significam mudanças no ambiente de negócios. A partir do momento que autoridades se propõem a inibir a volatilidade, o caos pode ser consequência dessa decisão.

As mudanças abruptas e expressivas são necessárias nesse contexto, podendo até prevenir colapsos mais graves no futuro. Com isso, Nassim ainda acredita que, apoiando-se nas sinalizações dadas pelos preços das aplicações financeiras, é possível corrigir os rumos da política econômica.

Parece que o que vemos no cenário mundial hoje, não é, necessariamente, uma disputa entre governo e mercado. E de olho nessa desordem toda, o investidor deve aproveitar as novas oportunidades para gerar mais lucros.

 

Conclusão

Dito tudo isso, o que é “antifragilidade” no mercado financeiro? É a capacidade de beneficiar-se a partir da volatilidade, das incertezas do caos e da desordem do mercado financeiro.

Com isso, a cada “problema”, o ativo se fortalece e apresenta novas alternativas. Esse conceito do mundo financeiro deve ser levado para a vida, e incorporado para substituir a forma pela qual estamos sobrevivendo ao caos.

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Até a próxima!

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