Educação Financeira: ensinando seu filho o valor do dinheiro

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 VOLTA A MAMÃE COMPRA!

Ué, mas essa volta nunca acontece, não é mesmo?! E isso tem um motivo muito plausível: a dificuldade na qual os pais têm em abordar assuntos como finanças com seus filhos.

Sem a cultura financeira enraizada em lares brasileiros, é cada vez mais comum que filhos cresçam sem a base necessária para cuidar de seu dinheiro. Como consequência, dívidas e mais dívidas são acumuladas, ou em fundo de emergência vazio.

Diferente do que muitas pessoas pensam, a educação financeira pode começar cedo, a partir dos 6 anos de idade. Você não leu errado, é nessa faixa etária que a criança precisa conhecer o valor das coisas.

É importante para que, mesmo novinho, seu filho saiba como lidar com o dinheiro, tendo em mente onde e como ele pode investir no futuro.

Você deve estar se perguntando “investir no futuro com 6 anos, como?”. Simples, ao entender como utilizar o dinheiro, como decidir entre comprar um doce ou uma camiseta, a criança já começa a compreender o valor da moeda e o que se pode fazer com ela.

Na matéria de hoje vamos abordar a educação financeira para os pequenos e que também serve para vocês, papai e mamãe, que ainda não sabem como lidar muito bem com seu capital.

Vamos falar de economia, mesada, desperdício, reaproveitamento e valorização do dinheiro. Ficou curioso? Continue a leitura e aproveite ao máximo cada dica.

 

Quanto antes, melhor

A principal dúvida dos pais quando se fala em educação financeira junto aos filhos é saber quando começar. Pesquisas revelam que aos 6 anos já é possível introduzir, na vida dos pequenos, o dinheiro em espécie. O assunto em si pode começar aos dois anos e meio de idade, onde a criança começa a ter noção de que o dinheiro existe.

Contudo, outras pesquisas sugerem que, no mais simples “pedido de compra”, já é uma boa hora para começar a explicar sobre o dinheiro como mesada.

 

Converse sobre dinheiro

Falar sobre finanças sempre é complicado. Primeiro, porque o Brasil não é um país de cultura financeira, segundo, é um grande tabu falar do salário dentro de casa. Parece algo bem invasivo.

Porém é algo que precisa ser superado, pois é por meio do dinheiro que tudo em nossa volta é movimentado. Criar essa intimidade ao falar sobre a economia familiar, aumenta a possibilidade da criança crescer com mais interesse e mais naturalidade para administrar o que é seu.

 

 

A mesada de cada dia

Semanada ou mesada, tanto faz, isso depende do estilo de vida da família e do propósito que os pais têm ao dar dinheiro para seus filhos.

Independentemente de período e quantia, é importante orientar o filho quanto aos gastos e o que ele pode perder ao fazer um investimento ruim, como comprar um chiclete de R$ 2,00 sendo que poderia comprar 10 por R$ 0,20 cada.

Uma forma de incentivar a economia durante a infância é realizar acordos de dobrar o valor economizado. No caso da mesada ser R$ 50,00, e o filho terminou o período com 10 reais, esse valor é dobrado, como premiação, resultando em R$ 20,00 ao final do mês.

Mais do que incentivar seu filho a ter contato com o dinheiro, é fundamental que ele entenda a valorização de economizar.

 

Economizar nunca sai de moda

E por falar nisso, sem economias, não há investimentos. E esse fundamento não se trata apenas de dinheiro. Dentro dos lares pode ser sim, adotada a lei da economia, reduzindo gastos e aumentando o dinheirinho no final do mês.

É preciso que a criança tenha em mente que tudo tem seu valor, seja a água, a luz, o alimento, aquele utensílio encostado etc. Com isso, ficará mais claro que se pode conquistar ao economizar coisas e dinheiro.

Para isso, crie metas alcançáveis e que juntos, pais e filhos, possam exercitar a economia. Sendo assim, futuramente, os filhos crescerão com mais vontade de investir e não deixar o dinheiro perder seu valor.

 

Ajude no planejamento

A infância é a fase dos primeiros aprendizados e por isso, seu filho vai precisar de muita ajuda para planejar o que fazer com o próprio dinheiro.

Aqui, é importante que os pais auxiliem no reconhecimento de quanto a criança tem, quanto pode gastar e quanto a melhor quantia para poupar.

Para uma melhor experiência, busque aplicativos de finanças voltados para crianças ou utilize planilhas práticas. Ajude a criança a criar o hábito de registrar os gastos e de poupar dinheiro. Ao manter esses compromissos ao longo dos anos, o resultado será o sucesso na economia adulta.

 

É necessidade ou desejo?

A tecnologia chegou para deixar adultos e crianças de cabelos em pé. É muita variedade de escolha entre concorrentes e até produtos da mesma marca que nem os mais velhos conseguem resistir.

Por isso, é fundamental ensinar à criança a diferença entre necessidade e desejo, para que ela entenda qual a melhor opção. Claro que ela vai poder comprar o que quer, mas que não seja um hábito. Se isso acontecer, será mais um número dentre os muitos consumistas endividados espalhados pelo país.

Ao se deparar com uma indecisão de compra na infância, comece perguntando se aquilo que a criança quer é realmente útil na vida dela, se a mesada pode comprar e se vai sobrar no final do mês.

Estimular a reflexão é uma boa maneira de evitar os impulsos em meio aos passeios pelos corredores de shoppings, em parques e qualquer outro lugar que tenha atrativos.

 

Seja o exemplo

Por último, mas não menos importante, seja exemplo para seu filho. O planejamento e a economia deve ser um hábito familiar, pois os menores absorvem mais as atitudes dos adultos do que suas palavras.

Mostre para seu filhos os resultados de ter planejado e poupado o dinheiro semanal e mensalmente. Ele precisa entender que o progresso existe e que pode ser feito em períodos mais curtos e obter melhores resultados.

Com o passar do tempo, essas atitudes farão parte da vida dele e na fase adulta, seu relacionamento com o salário será com responsabilidade.

 

 

Conclusão

Ao adquirir bons hábitos na infância, é mais provável que durante o crescimento, as atitudes sejam fortalecidas e não perdidas.

A educação financeira deve ser introduzida na vida da criança logo que ela tem o primeiro contato com o dinheiro, seja de modo direto ou indiretamente.

A explicação sobre como funciona o dinheiro e como poupar é a melhor forma de valorização, aumentam as chances de investimentos melhores no futuro. Além de proporcionar mais qualidade de vida na fase adulta, conquistando os melhores desempenhos na vida pessoal e profissional.

Mas você deve estar se perguntando “Por que a I AM está falando sobre educação financeira para crianças se ela trata de mercado Forex?”. É fácil responder essa: como aplicar seu capital sem ao menos entender o que o dinheiro representa para você e o que é possível fazer com ele?

Parece que o jogo virou, não é mesmo?! Não é nada disso. Para empreender por meio do Forex, é preciso ter intimidade com o dinheiro e quanto mais cedo isso acontecer, mais são as chances de sucesso.

Gostou desse artigo? Compartilhe com amigos e familiares que precisam introduzir a educação financeira na vida de seus filhos. Ajude os futuros traders a lidar melhor com seu dinheiro.

 

Até a próxima!

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