O que é um Agente Autônomo de Investimentos? O que ele faz?

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Com a crise que desolou o Brasil, o empreendedorismo se fortaleceu, destacando-se no cenário da economia brasileira.  Registros de 2007 apontavam cerca de 14 milhões de empreendedores, já em 2017, mais de 49 milhões de pessoas tinham seu próprio negócio (fonte: Pesquisa GEM).

Muitas atividades foram crescendo e outras começaram a se manifestar. Se tratando de mercado financeiro, muitos se especializaram como agente autônomo de investimentos, elevando o patamar das corretoras.

Para os amantes da economia, uma excelente oportunidade de se firmar no mercado; para os desempregados, uma nova possibilidade.

No país, atualmente, mais de 3 mil profissionais auxiliam pessoas a investir de maneira adequada, seguindo seu perfil de investidor e tolerância ao risco.

Devendo ser autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o agente é o elo entre investidores e os analistas de investimentos das corretoras.

Seu trabalho consiste em apresentar o mercado financeiro ao cliente, uma vez que os fins de sua atividade são exclusivamente comerciais. É seu dever esclarecer dúvidas, explicar as características dos produtos, cadastrar os clientes, seguir suas ordens e repassar para o sistema de negociação das corretoras.

Sendo assim, se uma pessoa física estiver interessada em investir em renda fixa, renda variável, COE ou previdência privada, o agente autônomo de investimentos é o responsável por representar os produtos de uma corretora. Ele quem conduz o cliente em potencial até a corretora que representa, detalhando cada processo e repassando aos analistas, que serão os administradores do portfólio de investimentos.

Para você que enxerga no mercado financeiro a oportunidade de um futuro melhor, continue lendo esse artigo.

 

Quanto ganha um Agente Autônomo de Investimentos?

Com o número de investidores crescendo a cada dia, trabalho é o que não falta para um agentes de investimentos certificados. Como dito, todos precisam ser autorizados pela CVM, mas também é preciso ser credenciado por uma corretora.

Trabalhando como representantes comerciais, é comum encontrar agentes com escritórios próprios, profissionalizando ainda mais o setor. Seu modo de remuneração é comissionado, isto é, recebe uma comissão pela intermediação dos investimentos.

Seu “salário” depende muito do número de clientes ativos nas corretoras e do contrato fechado com elas sobre a comissão a ser paga por transação. Mas conseguir clientes não é uma tarefa fácil, e por isso, demanda muito jogo de cintura e resiliência.

A remuneração do profissional depende de muitas variáveis, entre elas o perfil de investidor de sua carteira de clientes e o patrimônio aplicado por eles. Calcula-se que a receita média de um agente de investimentos é de 0,6% e 1,5% de todo o dinheiro captado por ele. Ou seja, se sua carteira de clientes atingir um patrimônio de R$ 20 milhões, sua remuneração anual será de R$ 300 mil, considerando a margem de 1,5%.

Mas não somente com a remuneração que o agente deve se preocupar ao optar em atuar no mercado. É necessário estar habilitado e autorizado pelas entidades responsáveis pelo setor no Brasil, o que gera custos. É comum também estabelecer-se em um local físico, um escritório para atendimento presencial, além de linha telefônica, computadores, rede Wi-Fi, entre outras despesas.

 

O que é preciso para ser um AAI?

Para ser um agente autônomo de investimentos, o interessado precisa ser aprovado no exame de certificação da Agência Nacional de Corretoras e Distribuidoras (Ancord).

A prova tem como objetivo analisar as competências técnicas dos candidatos. O exame é composto por 80 questões de múltipla escolha. Seu conteúdo é destinado para verificar os conhecimentos sobre o mercado financeiro, os produtos de investimento e a profissão de agente autônomo. É necessário que o candidato acerte, ao menos, 70% das perguntas para ser aprovado.

A prova é elaborada e distribuída pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para a realização do exame não é exigido o ensino superior, apenas a conclusão do ensino médio.

Condições para realização da prova

  • Ensino médio completo;
  • Sem antecedentes criminais;
  • Em dia com os exercícios dos direitos civis
  • Dinheiro disponível para o pagamento da taxa de inscrição, R$ 460,00.

Se aprovado, o profissional deve abrir uma empresa para se tornar Pessoa Jurídica e poder exercer a atividade de maneira autônoma. Feito isso, realiza o credenciamento junto a Ancord, que no momento já faz a aprovação do agente com a CVM para que o solicitante comece a desempenhar seu papel como agente de investimentos.

Após todo o processo de exame e credenciamento junto às entidades, o agente já pode começar a trabalhar de modo independente ou se juntar a uma corretora.

Em até 2 meses os interessados estarão aptos para exercer a fundo de maneira regular e de acordo com as leis. Por isso, quem deseja ser um agente de investimentos, é melhor começar a estudar. Sem a aprovação do exame na Ancord, não é possível atuar de forma legal no Brasil.

 

Contratação em corretoras

Diligência – Entrega dos documentos exigidos e certificação. A partir disso, a corretora analisa se todos os dados são verdadeiros.

Contrato – É efetuado um contrato com a corretora para o início das atividades. Devem estar presente informações sobre direitos, comissão e obrigações.

Acesso à plataforma de renda variável – Quando comprometido a trabalhar com renda variável, o agente precisa ser cadastrado em uma plataforma específica de venda e compra títulos e ações disponibilizada pela própria corretora.

Liberação de acesso – Por fim, a corretora libera os acessos devidos para que o agente atue de maneira profissional, a representando. Nesses casos, o profissional pode personalizar a área de trabalho para que utilize sua identidade visual por meio da plataforma da corretora.

 

Quais os custos para regularização do profissional?

Assim como em diversas outras áreas de atividade profissional no país, quem deseja atuar como agente autônomo de investimentos precisará desembolsar bem no início.

Antes de começar a exercer a profissão, é necessário realizar a prova da Ancord, com taxa de inscrição de R$ 460,00. Após receber sua certificação, o profissional já estará apto a exercer a função, e com isso terá que pagar uma taxa trimestral cobrada pela CVM; pessoas físicas R$ 634,63 e pessoas jurídicas R$ 1.269,25.

Para atuar em corretoras, o ideal é o agente possuir CNPJ ou o próprio escritório. Na prática, corretoras preferem esse tipo de profissional para garantir os serviços prestados, sem cair em fraudes.

Não generalizando, mas pessoas físicas que utilizam somente a aprovação da Ancord têm o objetivo de complementar a renda e ter um trabalho secundário, semelhante ao um hobbie. Esses profissionais não correspondem ao perfil procurado por corretoras.


Custos adicionais

Ser autônomo não é uma tarefa fácil, é preciso ter controle financeiro e capacidade para arcar com as despesas fixas e variadas.

Em busca de ótimo desempenho, é aconselhável que todo profissional tenha a ordem de compra gravada. Para isso, adquirir uma boa ferramenta de backup é fundamental. O investimento desse software pode variar entre 7 e 500 dólares, dependendo dos serviços escolhidos.

Outro ponto a ser estudos é o local físico de atendimento. Esse ambiente pode ser um escritório em casa, de preferência a parte da residência. Ao optar pelo aluguel de salas, ter em mente a despesa fixa. Porém, há uma opção mais viável e que está sendo muito utilizadas: coworking. Salas nas quais podem ser reservadas por hora, dia ou mensal. Seus valores variam de acordo com tipo de sala e seus complementos.

Mas vale destacar que, independente do local escolhido, é imprescindível a utilização de bom equipamento e rede Wi-Fi para movimentação e simulação dos investimentos.

Estar bem amparado com serviços e equipamentos de alto desempenho pode fazer diferença no processo de candidatura à serviço de corretoras. São exigências básicas para que um agente preste serviço a elas.  

 

 

Como é a rotina de um Agente Autônomo de Investimento?

A rotina de um AAI se assemelha a dos representantes comerciais que costumamos ver em consultórios médicos. Sua principal função no início das atividades é prospectar novos cliente. Por isso, é necessário realizar alguns contatos ou promover postagens em redes sociais para captar clientes em potencial. Aqui o objetivo é se apresentar e discutir possibilidades de investimentos, até o fechamento do negócio.

Seus dias são divididos entres ligações, reuniões e acompanhamento dos clientes que já fazem parte de sua carteira. É de sua responsabilidade verificar prazos, reinvestimentos, solucionar problemas e planejar novas ações.

 

Qual o perfil ideal para ser um Agente Autônomo de Investimentos?

Ter em mente que o agente de investimentos é um facilitador na atuação no mercado financeiro é o primeiro passo.

É comum que gerentes e private bankers se arrisquem na profissão, levando uma certa vantagem sobre os demais.Isso se deve à experiência comercial e o networking criado durante seus anos exercendo atividades no banco.

Porém, não é difícil encontrar agentes que se especializaram mesmo não tendo atuado com finanças anteriormente.

Sendo assim, gostar e entender sobre o mercado financeiro, ter boa comunicação, ter um networking selecionado e ter habilidade na área comercial pode fazer com que saia na frente dos concorrentes.

O segredo para ser um AAI ou ser qualquer outro profissional é conhecimento.

 

Conclusão

Optar por ser um agente autônomo de investimentos é uma decisão bem criteriosa. É preciso ter em mente que ao escolher cuidar da carteira de investimento de um terceiro, estará cuidando do futuro dele.

É por meio de seu capital investido que todas as pessoas planejam viagens, o aumento o patrimônio ou sua aposentadoria.

Por isso, é preciso que o profissional tenha bastante conhecimento em mercado financeiro, saber de estratégias da Bolsa de Valores e crie um networking de qualidade.

Apesar da I AM não ser uma corretora de investimentos, a educação financeira é o primeiro passo para se alcançar a riqueza, por exemplo.

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Até a próxima.

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