Saiba como os juros influenciam nas operações financeiras

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A economia mundial foi colocada em dúvida diversas vezes desde o início do século 21. Especificamente no Brasil, a alta taxa de juros se tornou o fantasma da população. Durante duas décadas, as taxas mantiveram valores com dois dígitos, sendo bem expressivas para os brasileiros.

Em particular, investidores de todo o mundo estão antenados no cenário econômico mundial e na consequência que a alta taxa de juros provoca. Deste modo, é fundamental que estejam atentos a cada mudança, pois influencia diretamente em sua tomada de decisão.

Sendo assim, é de suma importância que o trader compreenda como a taxa de juros influencia em suas operações. Entender o cenário atual pode contribuir para melhores resultados nas aplicações financeiras. Isso acontece pois a taxa está diretamente ligada a rentabilidade da maioria dos investimentos disponibilizados no mercado, incluindo o Forex.

Ao falarmos sobre a taxa básica de juros, automaticamente falamos sobre a Taxa Selic. Essa que rege a economia do nosso país, sendo supervisionada pelo Banco Central.

Abaixo, podemos observar a evolução da Taxa Selic durante a última década. Mas o que esse gráfico significa? O que ele pode nos dizer sobre a economia e os investimentos? Continue lendo para entender melhor seu significado e os pontos que a influenciam.

 

GRÁFICO DE EVOLUÇÃO DA TAXA SELIC NA ÚLTIMA DÉCADA

 

Fonte: Banco Central do Brasil

 

Como a Selic atua em cenário de alta taxa de juros

Com a taxa Selic em 6,5%, o Brasil ainda é um dos países com taxas de juros mais altas do mundo. Fica à frente de país como Rússia, México e Equador, que variam entre 7,75% e 8,62%. A Argentina, com a crise econômica atual, bate uma das taxas mais altas do mundo, com 72,48%.

A taxa básica de juros comanda o restante das taxas nos países, isso quer dizer que, quanto mais alta ela estiver, mais altas serão as taxas do mercado. Isso influencia diretamente na vida da população, restringindo o crédito das empresas e das famílias brasileiras. O impacto pode ser observado desde a alta no preço do combustível até a compra no supermercado.

Outro setor muito atingido pela alta taxa de juros é o mercado financeiro, em especial investimentos de renda fixa, que são baseados na Selic.

A relação entre a alta taxa com os investimentos de renda fixa é que a tendência em repelir esse tipo de investimento é maior. Esse fato pode ocorrer porque as atenções se voltam para aplicações com juros mais atrativos.

Com a produção das empresas em baixa e a redução do poder de consumo das famílias, o custo de vida fica mais “caro” que o normal, fazendo com que o capital fique menos disponível para aplicações. Assim como para o mercado em geral.

Estando em um momento de baixo consumo e de baixa produtividade por parte das empresas, a empregabilidade diminui, obrigando as famílias a consumir menos. O mercado financeiro, que caminha paralelamente com a economia do país, enfraquece, aumentando assim o valor de suas ações de venda. Deste modo, investir no mercado de ações fica mais inacessível.

Por outro lado, quem investiu antes da alta dos juros, que consequentemente gerou a bola de neve na economia local, vê oportunidade de venda de seus ativos para obter lucro. Contudo, sem uma economia forte, suas intenções de venda pode ser um fracasso.

Essa consequência atinge todos os mercados, até mesmo as operações Forex. Sem um capital expressivo, as movimentações do mercado sofrem queda diante da flutuação da cotação da moeda base.

É importante destacar que, dependendo do cenário, a alta taxa de juros pode controlar a inflação. Em tempo inflação variada, é comum que a taxa seja utilizada para manter a inflação sob controle.

Em resumo, podemos concluir que com a taxa Selic alta, o poder de investimento é reduzido devido ao alto custo de vida.

 

Como a Selic atua em cenário de baixa taxa de juros

Ao contrário do que a alta taxa de juros provoca, com a Selic em baixa, o poder de consumo da população aumenta. A atividade econômica do país aquece e juntamente com ela, a facilidade em conseguir financiamento, crédito, parcelamento etc. O aumento de poder de compra prevalece e o mercado de ações vê seus ativos em boas condições de negociação.

Precisamos lembrar que a taxa básica de juros é que controla a inflação. Sendo assim, com a diminuição descontrolada, o risco de endividamento da população se torna iminente. Isso acontece devido ao grau de consumo excessivo, culminando na falta de produção da empresas. Essa alta demanda pode elevar o preço dos produtos, desencadeando a inflação e possibilitando aumentos exorbitantes, como já aconteceu.

É preciso estar atento às movimentações do mercado econômico, bem como ao modo de consumo da população.

Se para a economia geral do país a queda dos juros é importante para reaquecer a atividade econômica, para investidores é um alerta. Embora seja atrativo ter o poder maior de consumo, para os bancos e demais empresas do setor financeiro, pode representar uma significativa desvalorização. Com os juros baseados na Selic, não só os juros cobrados por empréstimos e financiamentos que reduzem, mas também os rendimentos pagos para investimentos de renda fixa, seja por meio de bancos ou de títulos públicos.

 

 

Como a Selic afeta investimentos de Renda Fixa

Como mencionada no último parágrafo, com juros menores em empréstimos e financiamentos, bancos e o governo são obrigados a baixar os juros de rendimentos de investimentos de renda fixa.

Isso acontece pois esses investimentos estão atrelados a taxa Selic. Os mais comuns são Tesouro Direto e CDB. Com a rentabilidade mais baixa, essas aplicações deixam de ser atrativas e, consequentemente, as entidades deixam de receber o “empréstimo” dos investidores, desaquecendo o mercado financeiro.

Porém, se mesmo com os juros baixos, o investidor se arriscar nesse mercado, ao menor sinal de alta da taxa de juros, quem aplicou na renda fixa terá seus rendimentos elevados. Isso quer dizer que aplicar seu capital nessa modalidade é sinônimo de segurança, mas também de torcida para que mesmo com altos rendimentos, a inflação e o custo de vida em geral se mantenham sob controle e de forma equilibrada.

 

Selic e a Bolsa de Valores

Com o nível de atratividade elevado pelo aumento da Selic, a Bolsa de Valores deixa de ser opção para investidores mais conservadores. O alto risco apresentado nas aplicações da bolsa faz com que a busca por investimentos de renda variável caia.

Estando em baixa, a Selic deixa de ser atrativa, deixando a Bolsa de Valores em situação favorável para investimentos. Em busca de maiores rentabilidades, investidores se arriscam em ativos com maiores rendimentos.

Esse aquecimento é importante para a bolsa, pois resulta na entrada de mais capital no mercado, o que representa maior poder de negociação, resultando em um ambiente favorável para uma valorização.

 

Como a Selic influencia no mercado Forex?

Assim como a Bolsa de Valores, o mercado Forex apresenta um grau de risco mais elevado em suas ações. Porém, sua rentabilidade também é mais alta. Dentro desse contexto de taxa básica de juros, as operações Forex apresentam rendimentos mais atrativos para quem busca investir e rentabilizar seu capital de maneira expressiva.

Se tratando de operações cambiais, o Forex não é categorizado como investimento. Ele consiste na venda de uma moeda e a compra simultânea de outra. Sempre atuando em pares, o trader – como é chamado na modalidade, não compra euro e dólares fisicamente, mas sim, uma relação monetária de troca entre eles.

Todo o processo acontece de maneira digital e uma operação pode se concretizar em segundos.

Com a Selic em baixa e seus juros mantendo rendimentos menores do que as operações de maior risco, o mercado tende a migrar para retornos mais lucrativos. E nesse quesito, a operação que se encontra em expansão mundial se torna alvo de quem procura a liberdade financeira.

Se com a renda fixa esse objetivo pode levar mais de 20, 30, 40 anos ou mais, com o Forex esse período pode sofrer redução apreciável.

Sendo um mercado volátil e com liquidez diária é possível obter rendimentos de até 1,70% a.d. Chegaríamos ao ponto aproximado de 30% a 35% ao mês, superando qualquer expectativa do mercado financeiro tradicional.

Precisamos ressaltar que esse número é possível por meio de conhecimento, estudo, estratégias e prática diária.

 

Conclusão

A renda fixa, por mais segura que seja, em tempos de queda da Selic, o investimento pode ser comprometido. Apesar do poder econômico aumentar, entidades do setor bancário e o governo se vêm obrigados a pagar menos rendimentos para seus investidores.

As melhores alternativas para tempos de baixa taxa de juros são investimentos de renda variável ou o mercado cambial. Embora apresentem um grau de risco mais alto, a rentabilidade acompanha essa linha de grandeza.

Se você tem curiosidade ou se interessa pelo mercado Forex, a I AM pode te ajudar. Com o curso EAD Trader, os alunos são preparados para as operações do dia a dia. Ao final do curso, o “formando” recebe o certificado de Trader Forex e se encontra apto a operar sozinho no mercado.

Invista no seu futuro e busque pela qualidade de vida que você tanto deseja.

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Até a próxima!

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